sábado, 5 de novembro de 2011

céu de estrelas

a noite apetece ali na estação, paralelos seguem os carris e brilham quanto tempo  sozinhos. Pedaços de conversas colam-se-me na cabeça. Jovens homens. Falam de trabalho temporário. Pagos 480€ fora de tempo atrasado pois. De mil e duzentos € fica a parcela da preocupação. E o que nem recebeu ainda recibo, e diz-lhe o pai... palavras que perco, caminhando no cais.
Deviam estar a rir estes moços, de piadolas de homem, ao menos ter colados os olhos ao Olhanense-Porto, ainda a zero. Ali no bar intercidades. Não dá para acreditar, os rostos masculinos olham-se uns aos outros esquecidos da Bola. A vida está coisa séria, medonha.
Noite sem estrelas hoje, só no coração das gentes...    

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