Ao final da 1ª Guerra Mundial, combalida pela destruição material e humana que havia ocorrido no país, endividada até o pescoço em virtude das indenizações devidas aos países vencedores (que acarretaram pagamentos em dinheiro e a concessão de territórios, de acordo com os direcionamentos do Tratado de Versalhes) e com a auto-estima em baixa, à Alemanha da República de Weimar ainda teve que enfrentar uma feroz crise econômica interna, onde sobressaíam os índices de desemprego e inflação altíssimos.
Para se ter uma noção mais clara dos estragos causados pela inflação na economia alemã, vale lembrar que em 1921 eram necessários 64 marcos alemães para comprar um dólar. Passados apenas dois anos, em 1923, para se obter um dólar seriam necessários 4 quatrilhões e 200 trilhões de marcos!
Os efeitos na vida cotidiana foram desastrosos. A quantidade de desempregados aumentava a cada dia. As pessoas que tinham emprego ganhavam cada vez menos, pois o dinheiro perdia o valor a cada minuto (literalmente). Há depoimentos notáveis que nos colocam em sintonia com aquilo que viviam os alemães, como o de Agnes Smedley que em carta a Florence Lennon, em 21 de Dezembro de 1921 disse:
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